Quando avancei com a certificação em modo de produção biológico concluí que os nossos olivais sempre foram tratados segundo os seus princípios, que renunciam ao uso de qualquer tipo de adubo de síntese química ou pesticida.

Mas  agricultura biológica não é só isto, é cooperar com a natureza para criar um sistema mais rico e biodiverso. Como?  através das seguintes praticas, todas elas aplicadas nos nossos olivais:

Adubação verde – Consiste na sementeira de plantas que fixam o azoto do ar, sendo depois cortadas e enterradas, enriquecendo assim o solo de uma forma natural e protegendo-o contra a erosão.

Destroçamento da rama das podas – Quando as oliveiras são podadas produz-se grande quantidade de matéria orgânica, que geralmente é desaproveitada, sendo queimada. O que aqui se faz é destroçar/desfazer esta mesma rama e mistura-la com a terra, para fertilização do solo.

Enrelvamento – Esta pratica consiste na manutenção de uma cobertura verde anual, semeada ou espontânia, que contribui grandemente para a protecção contra a erosão do solo e o aumento de matéria orgância e actividade biológica.

Estrumagem das terras – Por vezes é necessário repor nutrientes e podem-se usar estrumes, de preferência compostados,  provenientes de explorações em modo biológico ou regime extensivo.

Manutenção dos espaços naturais, tais como sebes e pedaços de floresta nativa, que possam albergar aves e insectos auxiliares contra as pragas da oliveira.

Para obter um azeite biológico as preocupações têm de ser levadas até ao processo de obtenção do azeite. Deve ser obtido unicamente de azeitonas biológicas, em lagar certificado para o efeito.

Para comprovar as boas práticas ambientais, somos certificados todos os anos por uma entidade independente, que confere ao nosso azeite o selo de agricultura biológica Europeu.